A verde amarela não é brasileira

Se a definição de seleção brasileira fosse: “uma equipe formada pelos melhores jogadores brasileiros”, a seleção da CBF dirigida pelo anão Dunga não teria a menor chance desse privilégio, salvo uma ou duas exceções.

Um ladrão que não faz outra coisa a não ser roubar, é um cara coerente. Um juiz cem por cento corrupto, coerentemente só emite decisões corruptas. Portanto, a desculpa da coerência não cola.

Dentro de nossa proposta estritamente corinthiana, tal tema soa fora do compasso. Entretanto, ainda que nos espante, a questão seleção da CBF tem tudo a ver com o Corinthians. Se a seleção fosse, de fato, a brasileira, seria resultado de um processo tranqüilo e democrático, não desses fajutados com urnas eletrônicas ou pesquisas de opinião instrumentalizadas, mas na simplicidade de um técnico competente e simpaticão, capaz de observar os melhores jogadores, livre de interesses financeiros de quaisquer origem e sensível à perspicácia popular, muito mais antenada ao momento dos jogadores.

Os times da seleção da CBF, como o nosso atual Corinthians, não obedecem aos critérios naturais da simplicidade e do bom senso comum. Na verdade, resumem a seleção de um emaranhado de interesses. Em última análise, o recado da seleção de Dunga aos jogadores que atuam no Brasil é: Vá jogar na Europa e serás um dos nossos. Os três convocados que atuam no futebol doméstico são repatriados com passagem larga no futebol do velho mundo. A minha leitura, completamente conjectural, é que nosso futebol está completamente vendido aos interesses europeus. Nenhum dos atores ligados a essa praça futebolística merece confiança, nem o evangélico Kaka. A grana a receber fala alto demais e eles não tem como optar por Deus e muito menos pela pátria.

No caso do Corinthians, não se sabe como, dinheiro de origem desconhecida ( e aí pode ser até originário de substâncias em pasta, pó, pedra ou comprimidos ) dá o tom e determina as escolhas da comissão técnica e seu técnico sem a competência ideal para as nossas tradições e muito menos simpatia. Trocando em miudos, alguém poderia estar lavando grana de origem duvidosa no Parque São Jorge. Só isso explicaria jogar tanto dinheiro fora em jogadores que não jogariam nem no meu velho União da Vila Santa Catarina, onde jogávamos motivados só por amor ao futebol e ao nosso bairro.

Aquele bla, bla, bla gaúcho dos dois técnicos não tem nada a ver com os verdadeiros motivos que determinam suas escolhas. Se eu fosse gaúcho, essa seria uma vergonha a mais para carregar, não bastasse a vergonha de ser brasileiro, nesse momento, com um presidente beócio fazendo todo tipo de cagadas mundo a fora, aliás, nos deve uma severa explicação em relação ao filho membro da comissão técnica corinthiana, já que tirar vantagem do cargo constitui crime eleitoral, os horrores protagonizados pela falta de segurança, saúde e educação e o fato de termos virado chacota mundial com a convocação paradoxal de Dunga.

Macaco Velho, estou mais do que escaldado para saber onde isso vai dar, ou seja, o Brasil não vai à África disputar a Copa do Mundo e sim, participar apenas. Da mesma forma, e não me pergunte como, quando o presidente corinthiano concordou em desmanchar a boa equipe que venceu a Copa do Brasil em 2009, já sabia que não teria qualquer chance na Libertadores 2010, a menos que fosse um aloprado interno do Juqueri. Salvo enganos.

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O Dunga é só mais um anão

By wilson tonioli *

Não sei por que a surpresa diante do inexorável. Refiro-me à escalação dos jogadores do técnico Dunga que vestirão a camisa do Brasil nessa Copa do Mundo. Grupo sem muito brilho, mas com “muito amor pela Pátria”, segundo as palavras do treinador. Mas devemos perdoá-lo. Dunga é somente mais um anão diante do gigante erguido no nosso tempo: o gigante da Qualidade. Com um “Q” mais que maiúsculo, impõe que tudo deve ter o compromisso da excelência, do perfeito, do correto. Gigante gerado com o puro sêmem dos bons.
Para o gigante Q – que tem um “q” de inimigo íntimo – Dunga não é nem uma pessoa; é um processo. Dunga é um processo que deu certo e tudo deve ser semelhante a ele. Dunga é o protótipo do bom; bom homem, bom moço, bom filho da mãe boa e do pai bom, bom profissional, bom amigo, bom filho da Pátria. Quem tem força de lutar contra o Q? Dunga diz: se Q é por nós, quem será contra nós?
A única coisa que Q teme é a vida, com suas imprevisibilidades e suspeitáveis caminhos. E observando que o futebol é como uma metáfora da vida, com paixões, sucessos, derrotas, lutas, metas, jogo-sujo, malandragem, surpresa, malícia, arte, violência, plástica, catarses, trabalho, sorte, orgulho, vergonha… Ele quer corrigi-lo.
O futebol e toda sua alegria e paixão estão com seus dias contados. Não que vá acabar, expurgando a arte, ficará cada vez mais excelente… Mas insosso. Já vemos sinais disso. Se um jogador aplica um chapéu no adversário, o árbitro lhe aplica um amarelo, motivo: desrespeito. Se um jogador vai ao encontro da sua torcida para comemorar o gol, recebe amarelo, motivo: agito e insurreição. Se um craque vai tomar uma cerveja e é flagrado, todas as suas jogadas geniais e seus gols do dia anterior são removidos do noticiário para dar lugar ao sermão e punição dos “Qriticos” que pregam: mais vale um cabeça-de-bagre treinando do que dez craques num bar.
Está chegando o jogo em que o atacante que faz o gol, não poderá comemorar, mas deverá se dirigir ao capitão da equipe rival e lhe pedir perdão, alegando que aquilo é seu ofício e tudo mais, isso na presença do árbitro que só então repõe a bola no meio campo. O drible será proibido. A bola só poderá seguir adiante do zagueiro se for por intermédio de tabela. O intuito final é acabar com os árbitros. Afinal de contas estará incutido nos jogadores que o mais importante é a honradez, o decoro. Talvez precise de alguém só para decidir impasses tipo: “oh desculpe, eu fiz falta em você…”, “não, não, eu caí sozinho…”, “eu insisto, você não cairia se meu joelho não esbarrasse na sua coxa…” “você me tocou? Imagina cara!”. Ou, o centroavante parte com a bola dominada rumo ao gol e de repente pára: “o que houve” diz o árbitro. “eu estava impedido”, “mas nem o bandeira deu!” insiste o zagueiro adversário… Aí aparece o intermediador e decide a parada.
Assim caminha o futebol. O favor será mais importante que o gol; a educação será mais importante que a garra; a moral será mais importante que a torcida. A hipocrisia é mais importante que um pênalti.
Tenhamos paciência. Dunga é só mais um anão diante desse futuro, quando a copa do mundo será – copa do mundo não, copa não é estético, a sala-de-estar do mundo – será uma disputa – disputa também é feio – será uma competição para ver qual é o futebol mais coerente e fraterno do mundo. A seleção não será mais a Pátria de chuteiras e sim a Apatia de chuteiras.

* O Wilson Tonioli pilota o excelente blog Verticontes que tenho a indiscreção de visitar e de onde surrupiei esse post.

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Eu demito o técnico Mano Menezes

Por que o técnico Mano Menezes deve sair?

Estava olhando as notícias sobre o Corinthians nesse dia de ressaca após a eliminação da Taça Libertadores desse ano e fiquei com a impressão de que o pessoal da mídia se apressa em confirmar a manutenção do técnico à frente do time.

O próprio presidente atual do clube parece ter se adiantado em confirmar o técnico gaucho para o Campeonato Brasileiro e Libertadores 2011, caso haja classificação.

Estranhamente a “torcida” assimilou o golpe sem maiores questionamentos, pelo menos até aqui.

Mas nem tudo é como parece ser. Em primeiro lugar, o presidente tem sido conivente com a política do atual treinador em dois sentidos básicos. Concorda com o tal futebol de resultados, a desculpa que permite aos técnicos garantir resultados magros e empates fora de casa, enchendo o time de volantes ruins de bola, caso típico do atual Ralf e seu reserva imediato, Marcelo. Eu e você sabemos que essa nunca foi e nunca será a cara de nosso glorioso timão, acostumado às grandes viradas e goleadas homéricas em cima de nossos adversários.

Mas isso nos remete à segunda razão do presidente para manter um treinador defensivo, retranqueiro e medroso, a questão da grana. Nosso time que há alguns anos atrás era polo final de bons jogadores, que vinham das equipes do interior paulista e, pasmem, até das nossas categorias de base, em tempos de Dualib, Nesy e Sanches transformou-se em curral de repasse de jogadores para o exterior, particularmente a Europa, como aconteceu com o resto dos clubes do futebol brasileiro, que tinham a mesma estatura (grandes clubes de S. Paulo e mais um dois de Minas e Rio Grande do Sul). O mais grave é que o resultado dessas negociações não se evidência por investimentos no Corinthians. Ninguém sabe como é gasto o dinheiro da venda dos jogadores, pois não há transparência.

E como funciona isso? Há um empresário rondando o futebol brasileiro, usando dinheiro de origem desconhecida (valores incalculáveis e abundantes) cujo nome é Carlos Leite, se não me engano. A maioria dos jogadores do nosso elenco tem vínculo contratual com esse senhor e o técnico faz disso exigência básica para escalar os jogadores. Isso explica a alta rotatividade dos jogadores no time, como temos visto desde que o técnico começou seu trabalho. O mais grave é que essa atitude virou uma espécie de preconceito, ou seja, quem não é do Leite não joga, pelo menos na maioria dos jogos. Claro que jogadores com mais estofo, caso de Ronaldo e Roberto Carlos, não entram nessa lógica, se bem que não sabemos se eles próprios não tem interesses comuns com esse cara.

Uma equipe pressupõe jogo coletivo, entrosamento, camaradagem e essas coisas tolas. Entretanto, tudo isso ficou prejudicado no sistema do técnico, afinal o que vale para ele, acima de tudo e do próprio Corinthians, são os interesses comerciais do seu empresário, por tabela, dele mesmo, que não deve se prestar a isso de graça. A tudo isso some-se o salário estratosférico que o clube paga pelos serviços prestados por esse senhor, que vem dirigindo nosso time do coração, nessas bases inaceitáveis.

Por que o presidente e a diretoria atual aceitam tudo isso passivamente e ainda pretendem manter esse esquema indefinidamente? O que a própria presidência da república tem a ver com tudo isso? O tal investidor do clube, cujo nome vem estampado nas camisas, este ano, é uma empresa com vínculos estatais, se não me engano. O Presidente da República em pessoa, o cara, esteve na concentração no último sábado para esfriar o pé da rapaziada, pelo que se viu na noite de ontem.

Por que nosso time não pode contratar qualquer um dos bons técnicos paulistas da nova geração, como Sérgio Guedes que já deixou claro não aceitar trabalhar em meio a esses esquemas? Há vários como ele em terras bandeirantes e, acima de tudo, competentes dentro do aceitável em solo tupiniquim.

E a torcida calada e omissa? O fato é que a atual diretoria tratou de enquadrar a torcida, fazendo todos pensarem que ela se resume ao torcedor profissional, geralmente, membro das tais torcidas organizadas, inclusive cerceando o acesso dos verdadeiros torcedores aos estádios, via cartões de fiel torcedor e aumento do preço dos ingressos. Chamo verdadeiros aos que, como eu, tem no Corinthians seu time do coração e não estão dispostos a trocar seus jogadores por medíocres pratos de lentilha e choram ao vê-lo transformado em numa lojinha de negócios nada honrados, para não dizer, vergonhosos. Sem falar na falta de vitórias e títulos expressivos.

Também me deixa perplexo o fato da Polícia Federal não deflagrar uma Operação Café com Leite para investigar a fundo tudo o que rola nos bastidores do futebol brasileiro, incluindo esses senhores que dirigiram e dirigem o nosso glorioso Corinthians. Suponho que encontrariam ratos e baratas aos montes, sem falar nos delitos já denunciados e que nunca foram devidamente apreciados por nossos tribunais cíveis e criminais. Cadê a grana do Banco Excel, da Hicks, do Kia e da venda dos jogadores (todo o time campeão do mundo, André Santos, Christian, Jô, Willian, etc.)

Espero que o acontecido nas políticas internas do timinho da baixada e desse timeco que nos tirou da Libertadores, com a ascensão de presidentes nada alinhados com o curso do futebol brasileiro atual, que só serve de pasto para engordar jogadores para clubes ricos da Europa, enriquecendo aqueles que se servem disso, venha a se transformar em uma tendência e possamos ver alguém honrado dirigindo nosso clube com nosso futebol, ainda nessa vida.

Por tudo isso, demito o técnico atual e perdedor de taças libertadores da América, Copas do Brasil, Campeonatos Paulistas e Brasileiros, sem falar na nossa honra e dignidade, coisas para as quais ele e seus pares não ligam a mínima, e espero não ouvir nunca mais falar no nome dele. Tenho pena dos portugueses, sobretudo do meu amigo Jorge, torcedor dos leões do Porto, se esse cara for para lá.

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Nelsinho, Geninho e Passarella…

Nelsinho, Geninho e Passarella forma mais machos do que esse gaúcho incompentente. Os gaúchos competentes não devem ser técnicos de futebol.

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Sinto pois não precisava ser …

Sinto pois não precisava ser assim. Com nosso potencial poderíamos nadar de braçada, mas enquanto esses corvos estiverem por aí, impossível.

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Não perdi nada com essa derro…

Não perdi nada com essa derrota. Como disse antes, não dou a mínima para essa copa e já mencionei anteriormente. Mas há perdedores e muitos.

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O cara gordo e manco fez dois,…

O cara gordo e manco fez dois, enquanto os jovens, magros e inteiros não fizeram nenhum. O Dentinho colaborou e não merece essa.

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Eu apoiarei quando a corja est…

Eu apoiarei quando a corja estiver fora, mas temo não ver esse dia. Essa raça não sairá por bem.

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Só para constar, o pé frio e…

Só para constar, o pé frio estava sentado no banco e ganhando 400 mil por mês para te ferrar, trouxa.

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Tem que sair Mano, Gobbi Busin…

Tem que sair Mano, Gobbi Business e Carlos Leite. O Sanches tem que levar impeachement, levou o time para a Série B por nada.

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