Procurei a íntegra da entrevista do Mano pós jogo, nessa nova derrota para o Flamengo, no Maracanã, mas só achei material editado, mesmo os textos estão todos reduzidos. Parece que há algo a ser escondido. Na minha modesta opinião, eles tentaram esconder as contradições do técnico. Ainda me surpreendo com essa conivência dos tais “profissionais da Mídia Especializada”
Mano disse, na entrevista, que “não
Irão trazer jogadores por trazer”, mas só fizeram isso até agora.
Disse que “nunca falou em disputar o título do Brasileiro desse ano”, mas logo em seguida, confirmou ter dito que disputaria o título, logo após a Copa do Brasil.
Falou em “construir um time para esse brasileiro”, mas que a prioridade é a Libertadores em 2010.
Fora isso, tentou representar um estado de ânimo mais tenso, enquanto seu semblante estava mais para “cara de gozador”. Suas respostas indelicadas me pareceram puro jogo de cena. Não me pareceu “nervoso” em nenhum momento.
Todos continuam insistindo que o problema foi vender jogadores titulares. Penso que o problema foi vender jogadores titulares sem ganho capaz de justificar tal ato. Algo não foi explicado até agora. No time do ano passado e Campeonato Paulista, havia alguns atacantes reservas. Eles não foram vendidos, apenas dispensados. No lugar deles, a diretoria trouxe jogadores de qualidade muito inferior em relação aos que saíram. Acosta continua sendo do Corinthians e ainda não foi aproveitado pelo Nautico, poderia voltar, mas o Mano não gosta do uruguaio. Talvez porque ele roubaria a vaga dos jogadores do Leite.
Em outras palavras, Andres não quer ser chamado de Desmanchez, mas parece viver única e exclusivamente para o que ele e Gobbi chamam de “Bisines”, ou o que andam fazendo não tem nenhuma razão de ser. O que não consigo compreender, repito, é o tipo de “Bisines”, que não gera receitas minimamente aceitáveis para o clube. Tem alguma coisa errada nisso.
A desculpa para encobrir atitudes equivocadas e incompetentes é o time para a Libertadores do ano que vem. Mano diz que não e, logo depois, que sim. Para mim isso cheira a tiro no pé. Andres e Cia estão confiando em promessas CBFs demais. Eu poria as barbas de molho, todo mundo sabe que essa gente não é confiável. Ano que vem será ano eleitoral e Lula não terá tempo para dar uma “mãozinha”, alem disso, o futebol brasileiro estará as voltas com a questão dos estádios para 2014. Cuidado aí, meu.
Por outro lado, tudo isso escancara a inexistência de uma gestão profissional e competente e isso não é novidade para mim. Continuo achando que precisamos desconstruir o clube. Lula ajudaria se, ao invés de fazer aliança com esses caras, mandasse a PF investigar todo mundo, dos velhinhos aos atuais “dirigentes”. E isso não é maldade minha, se não encontrarem nada errado, será bom para eles. Salvo engano, o amor ao dinheiro ainda é a raiz de todos os males corinthianos.



#1 by Álvaro de Campos on August 14, 2009 - 4:52 pm
Pois eu ouvi a entrevista inteira e existe sim uma grande distância entre a colocação do Mano e como foi a repercussão.
Contudo, entendo que o Mano acertou.
Para entender melhor, perceba que o elenco tem muitos jovens colocados na fogueira (como em 2007, quando acreditaram que “Terrão é a solução”).
O que ele conseguiu com a declaração? Simplesmente atrair toda a atenção da imprensa para ele. Ninguém ficou achincalhando as promessas do Timão – como fizeram, por exemplo, com o Lulinha em 2007. Ele tirou a pressão de cima do elenco.
Mano assumiu o risco e o custo, mas protegeu o elenco. Ele perdeu pontos com você e quase toda a torcida, mas ganhou valiosos junto ao elenco.
Quando a “deconstruir” o clube, tem meu total apoio. O maior problema da atual gestão corinthiana está em não aceitar o contraditório.
A minha preocupação com a transparência (ou falta dela), não é meramente fiscalizatória ou punitiva. É muito mais para que corinthianos como eu, você e um monte esparramado por aí, possam contribuir com idéias, novos procedimentos, apontar caminhos etc. Como a bem da verdade fazemos pelos blogues, mas seria melhor com as informações transparentes a todos.
Como está, fica a impressão de péssima gestão na venda de jogadores por valores – tudo indica que – muito baixos.
Tomara ele os esteja protegendo mesmo. Preferiria que ele conseguisse perceber a inconsistência desses meninos e nem os tivesse lançado. Alguns jogadores participantes da Taça S. Paulo, com reais possibilidades, foram descartados e estão sendo aproveitados em outras equipes. O critério para a escolha desses meninos da base é nebuloso, também. Alguns jogadores mais tarimbados (casos de Morais, Marcelo e Acosta) estão sendo preteridos, fora os que saíram sem maiores explicações, enquanto alguns que precisavam sair por questões de economia ao menos (caso de Souza) ficaram, sem dar retorno. E vai por aí…