Archive for category Seleção da CBF
O Próximo Técnico
Posted by Lou Mello in Seleção da CBF on July 3, 2010

Ou a bola da vez, Rei morto Rei posto, sai Dunga e quem virá?
A imprensa e seus velhos clichês, só consegue pensar em velhos nomes e o mais cotado é o velho Scolari. O técnico campeão mundial em 2002, estará com 66 anos em 2014 e, para quem está pensando em renovação, seria um mau começo.
Dunga conseguiu montar um dos grupos mais velhos da história de nossas seleções em Copa, mesmo aposentando algumas figurinhas carimbadas de copas anteriores, como Ronaldo, Ronaldinho e Adriano, por vontade superior, claro. Agora já estão tocando os sinos por renovação e está todo mundo pensando na nova geração do Santos, mais Pato e Hernanes. Mas e o técnico?
Até aqui, estou acertando em minhas previsões sobre a atual Copa, na África do Sul. Neste momento, estão definidos os quatro finalistas que fazem as semifinais nas próximas terça e quarta-feiras, ou seja, Holanda, Uruguai, Alemanha e Espanha, três europeias e uma sul americana. Então, quero lançar mais uma previsão, ou seja, quem acredito será o novo técnico da seleção para 2014.
O fato é que o presidente da CBF, com toda a capacidade de prever o futuro, coisa que lhe é peculiar, adiantou-se a todo mundo, especialmente aos nossos lúcidos e competentes profissionais de imprensa, e tratou de preparar seus prováveis substitutos de Dunga, com bastante antecedência, como se pudesse prever, com clareza, que isso seria imprescindível, mediante a algum tipo de inevitável insucesso do anão gaúcho, da pior era do futebol brasileiro (refiro-me a era Dunga).
Sendo assim, e sabedor da necessidade de convencer principalmente a mídia de São Paulo, o principal polo sustentador do futebol brasileiro, tratou de plantar dois técnicos em times paulistas de ponta, com vistas à seleção para 2014, copa a ser disputada em solo verde e amarelo. São eles os senhores Ricardo Gomes e Mano Menezes, respectivamente, técnicos do São Paulo e do Corinthians. Com isso busca evitar alguns futuros constrangimentos, como ser obrigado a engolir algum sapo não previsto, desses que a imprensa ou o povo teimam em sugerir, de vez em quando e que não estariam alinhados a possíveis interesses de mercado da magna entidade ou, mais propriamente, do pessoal que a dirige.
Pessoalmente, aposto em Ricardo Gomes, que já foi uma tentativa anterior e mal sucedida em uma seleção olímpica que não conseguiu a vaga no pré-olímpico e que, por sinal ou coincidência, contava com as revelações sensacionais do Santos da época, tais como: Robinho, Diego e Elano. Ricardo tem a vantagem de ser carioca, ter dirigido equipes na França por várias temporadas e ser um… ah…sei lá, não me lembro de mais nada que o abone. O outro, o Mano, não faço a menor ideia por que sua alteza do futebol tupiniquim teria interesse em ver dirigindo a sua seleçãozinha., a não ser certas tendências de mercado, lógico. Duro é ter de aturá-lo dirigindo meu time, cheio de maracutaias envolvendo negócios e interesses de seu empresário, que não devem sair de graça, em detrimento de…bem todo mundo já sabe. Salvo enganos, próprios de situações geradas por nada mais além de meras conjecturas de um observador experiente.
É isso, Ricardo Gomes é a minha aposta. Espero, sinceramente, estar completamente errado e continuarei rezando, embora prefira mais o termo orar (meus colegas pastores não me perdoariam se não fizesse tal ressalva), para alguém de bom senso convencer o patriarca da CBF a contratar, custe o que custar, o Guus Ridcick, que deveria estar no Corinthians, antes de qualquer coisa.

Se for fazer circo, faça o melhor que puder
Posted by Lou Mello in Seleção da CBF on June 26, 2010

Difícil não falar em futebol em dias de Copa do Mundo. Bem que tentei, mas não resisti. Vamos lá.
Os argentinos também sucumbiram às investidas dos ditadores do mercado que anexou seu futebol, assim como fizeram com o nosso e com o resto, onde quer que seja praticado profissionalmente. Mas estão sendo mais inteligentes do que os nossos dirigentes futebolísticos tupiniquins. Se preferir, poderíamos dizer que los hermanos armaram melhor o circo futebolístico deles. Veja bem: Colocaram o ex-jogador e ídolo maior do povo o polêmico Maradona como técnico principal de sua seleção. Claro que trataram de colocar, com ele, mais alguns técnicos (dois se não me engano) para dar-lhe suporte e evitar suas costumeiras excentricidades. Obviamente, Maradona é um quase inocente útil, pois é muito difícil que os dirigentes lhe contem a história toda. Entretanto, o povo argentino ficou enfeitiçado quando viu seu maior ídolo na farda de técnico da seleção nacional. Por seu lado, Dom Diego (como é chamado por lá) tratou de convocar os jogadores mais queridos pela nação para compor o grupo. Soma-se a isso a capacidade de encantar com muito carinho, até mesmo com muitos abraços e beijos, embora soe meio gay, mostra-se altamente eficaz e necessário e Dom Diego não economiza nessas práticas. Além disso, os jogadores dedicam-lhe o mais elevado respeito e credibilidade em termos de futebol. O resultado é um time ganhador e o povo em lua de mel com sua seleção nacional.
Do nosso lado, como sempre, nossos dirigentes futebolísticos, tanto quanto nossos políticos, insistem em contrapor-se ao povo, particularmente em agredir os meios de comunicação, em particular determinados jornalistas que, demagogicamente, tornem-se repetitivos em traduzir a vontade popular. Se mirassem o exemplo de nossos vizinhos guapos, colocariam Zico na direção de nossa seleção (Pelé nunca mostrou interesse ou a coragem necessária para tal função, embora tenha demonstrado ciúmes de Maradona, recentemente). Esses dias, vimos a comunidade japonesa agradecendo a Zico pela performance atual da seleção deles. Certamente, Zico convocaria os jogadores certos, a seleção jogaria da maneira certa, ou seja, em busca do gol e, consequentemente, das vitórias e o povo estaria por aí se locupletando em loquacidades frívolas, como carnaval, cerveja e … bem, você sabe.
Afinal, que graça há em ser capitalista neoliberal e não desfrutar do que isso possa ter de melhor? Talvez por isso, a igreja funcione nos Estados Unidos.
Nas próximas eleições (presidente, senador, governados e deputados) poderíamos escolher o próximo técnico da seleção nacional de futebol. Que tal?

Dunga Lazaroni
Posted by Lou Mello in Seleção da CBF on June 25, 2010

Outro dia, durante a transmissão de um dos jogos da Copa, nos estúdios da Globo estava Sebastião Lazaroni. Os mais novos talvez não saibam quem seja esse senhor, mas é simples, ele é um técnico de futebol, hoje esquecido, como muitos outros. Em seu currículo está o fato de ter dirigido a seleção da CBF durante a Copa de 1990, na Itália, quando ela foi desclassificada nas oitavas de final, pela Argentina.
Na época, havia muitos outros técnicos mais indicados para dirigir a seleção, mas Lazaroni foi o escolhido, inexplicavelmente. Não era um novato como Dunga, nessa arte. Havia conquistado campeonatos regionais, dirigindo o Vasco da Gama. Mas a tarefa de ganhar uma Copa do Mundo estava muito além de sua capacidade, como se deu. Após a Copa, trabalhou algum tempo na Itália, dirigindo um clube por lá, mas logo foi demitido.
Segundo Consta, Dunga já teria um emprego garantido na Europa para trabalhar após a Copa. Será que ele foi plantado na seleção para perder, como fizeram com Lazaroni e outros antes dele? A fórmula já funcionou muitas vezes (1950, 1954, 1966, 1974, 1978, 1982, 1986). Afinal, o Brasil, um país subdesenvolvido não pode ganhar todas. Com que cara ficariam os poderosos europeus e seu auspicioso mercado futebolístico? Talvez a Copa de 1950 estivesse destinada ao Brasil, por ter sido disputada aqui, mas a incompetência de nossos dirigentes entregou a taça ao Uruguai de mão beijada. Muito provável que pretendam reparar esse erro em 2014, o que nos tira da disputa da atual, creiam.
É possível que daqui há vinte anos, Dunga esteja comentando a Copa dos estúdios de uma TV qualquer, como um convidado exótico e por um cachê ridículo, sem que os mais jovens saibam de quem se trata. Se não me engano, esse pode ser o script escrito para ele representar nos atos do futebol brasileiro. Se fosse sério, dezenas de técnicos poderiam estar no lugar dele, com muito mais experiência.
Cresce por aí a notícia de que o atual técnico do Corinthians assumirá o cargo, assim que o Brasil espirrar, mas em 2014, Scolari estará à frente da equipe brasileira. Vamos esperar para ver. Cobrem-me.




Cornetagem