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Atletas de Cristo para horror do Juca

Nos últimos dias, assistimos o jogador Kaka sendo ordenado presbítero da controvertida Igreja Renascer e logo os perseguidores de plantão, tais como o crítico Juca Kfoury, seus discípulos, e a turma da inquisição cristã evangélica futebolística trataram de criticar essa militância exercida por ele e vários jogadores de futebol.

A coisa é tão grave que a própria FIFA tem feito esforços para impedir esse “horror”, na opinião deles, do meio futebolístico, proibindo a exibição de camisetas alusivas, restringindo o espaço dos jogadores de cristo, etc.. Até o Papa entrou na parada, contra os excessos evangélicos, lógico. Não lembrou dos católicos, na ocasião.

Seguindo o raciocínio bíblico e dos cristãos mais piedosos, Kaká só está angariando um bom lugar para ele lá no céu, no porvir. Claro que isso pode arruinar a carreira dele, como costuma acontecer com os jogadores cristãos evangélicos (os mais perseguidos, posto serem mais piedosos). Um caso emblemático nesse sentido, foi o do jogador Marcelinho Carioca, preterido e perseguido em várias ocasiões por sua opção cristã evangélica. Foi perseguido por muitos da mídia, sempre capitaneado pelo Sr. Juca Kfouri (esse tem algo estranho a revelar, salvo engano) e, de forma específica, pelo técnico Wanderley Luxemburgo, macumbeiro declarado, tendo como um de seus auxiliares um pai de santo, que escorraçou o pé de anjo do Corinthians devido as suas crenças. Até o Luxemburgo tem o direito de ser seguidor do que bem entender, ele só não pode discriminar e perseguir jogadores por causa disso.

O trauma foi tanto que Marcelinho decidiu provar que não era tão crente assim e saiu dando botinadas nos companheiros de profissão, além de mudar para um comportamento mais “mundano”, fora dos gramados. Até hoje, apesar de ainda jogar uma bola redonda aos trinta e sete anos, não pode voltar ao Corinthians, onde conseguiu se tornar o jogador mais eficaz da história do time, em termos de conquistas e vitórias, porque o clube é dirigido por adeptos de Oxum (um Orixa feminino e padroeiro, principalmente, de gays e feministas, se não me engano), e essa gente não suporta cristãos, aos quais fecham as portas. Kaká ainda perderá muito dinheiro por causa de seu pietismo, assim como perdeu o Marcelinho.

Entendo o ponto de vista dos inimigos dos cristãos, mas daí a persegui-los a distância é muito grande. Para inicio de conversa, nossa constituição garante a liberdade religiosa e pune quem discrimina pessoas por suas crenças, como a maioria das nações livres e democráticas do planeta. Depois, independente de minhas preferências, preciso aprender a conviver com as diferenças.

Seguindo o raciocínio desse falso paulista e falso corinthiano, a meu ver, se é para banir do futebol toda alusão à fé cristã, a FIFA, a CBF e demais mandatários do futebol, deveriam proibir quaisquer alusões à fé, tais como propagandas de produtos com nomes cristãos, equipes com nomes cristãos, inclusive o Corinthians, jogadores com nomes cristãos, não jogar em cidades com nomes cristãos, não permitir adereços em vestiários ou qualquer espaço onde seja disputado jogo oficial, não permitir apelidos alusivos ao cristianismo e todo o tipo de possíveis objetos e pessoas com esse significado.

Se eu fosse o Marcelinho Carioca hoje, processaria o Juca com base no artigo publicado em sua coluna na Folha de São Paulo (Outro que deveria mudar de nome) e no blog dele, claramente discriminatório. Se não me engano, o objetivo é desmoralizar o jogador devido a sua crença (coisa que o coitado nem pratica mais, pelo menos, não abertamente) e isso é discriminação. Se tivéssemos um ministério público macho, o seu Juca deveria ser preso em flagrante delito, por discriminação religiosa, no decorrer do dia.

Posso não gostar da igreja do Kaka, mas ele tem o direito a freqüentá-la, professar a fé praticada lá e fazer proselitismo dela, assim como o Juca faz de seu propalado ateísmo, que não deixa de ser uma crença, como qualquer outra.

Aproveito ainda, para lembrar esse cara que chamar as pessoas de “ignorantes”, por elas discordarem de seus pontos de vista  fascistas, não tem dado bom resultado, ultimamente. Melhor pensar e escolher as palavras com mais cuidado. Sabe como é, cadeiras andam voando por aí. Os corinthianos e brasileiros cristãos, católicos ou protestantes têm o direito, se desejarem, de não ligar a mínima para as alusões que os jogadores irmãos fazem a Cristo, além de tudo que foi dito e escrito.

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