Archive for category Futebol e política
A maior torcida do Brasil
Posted by Luiz Henrique Lou Mello in Futebol e política on July 8, 2009

Ronaldo estabeleceu uma polêmica ao afirmar que a nossa é a maior torcida brasileira e não a do timinho carioca da gávea. Sua justificativa foi a forma como as pessoas de outros estados (não os da origem de Corinthians e do clube com a maior dívida dentre todos) são perguntadas, ou seja, fora o time de sua cidade, qual seria sua preferência?
Mas essa ainda não é a melhor justificativa. Poderíamos utilizar o dado com o qual as empresas interessadas em divulgar suas marcas via times de futebol, trabalham, ou seja, o potencial de consumo de uma torcida. Nesse caso, essas empresas estão carecas de saber que a nossa é a torcida com maior potencial de consumo e disparada das demais. Antes do eterno afiliado da Petrobras, aparecem alguns outros times, quando se usa essa forma de avaliação.
Ainda assim, afirmar que aquela torcida seria a maior é puro ufanismo, geralmente puxado pela Rede Globo de Televisão e sua eterna mania de exaltar o estado falido (infelizmente) do Rio de Janeiro. Na verdade, não existe uma contagem ou uma forma segura de fazê-lo, capaz de nos dar um resultado confiável.
Sabemos, de ante mão, ser a nossa torcida composta por torcedores paulistas e São Paulo possui uma população de 40 milhões de habitantes, enquanto o Rio de Janeiro 16 milhões e Minas Gerais 20 milhões (dados do IBGE), mais uma parcela considerável de torcedores oriundos de todos os outros estados.
O avanço do crescimento das torcidas na região nordeste (onde o timeco carioca tem alguma expressão, depois das preferências locais) se dá na proporção de dois torcedores pró Corinthians para cada torcedor de outro time, inclusive o time desterrado da camarilha de presidentes exóticos (Leite, Braga, etc.) que não largam o osso nem com reza braba. No caso de dúvida, verifique os últimos patrocínios conseguidos por eles, ou deveríamos dizer, patrocínio único, qual seja o da Petrobras, a maior estatal brasileira e uma das maiores do planeta, cuja sede, está no Rio de Janeiro, inexplicavelmente, já que a outra sede, a do governo fica lá na distante Brasília.
Lamentável ver nosso time sendo patrocinado, se bem que só na venda do espaço da camisa para publicidade, por outra estatal, de muito menor porte, mas todos nós sabemos qual a razão disso e, portanto, só durará até as próximas eleições presidenciais, quando o (a +ou -) presidente da República será alguém cuja preferência é mais sulista. Caso aconteça um milagre, e na presidência do clube entre alguém honrado, isso mudará certamente, independentemente da situação política e essa vergonha nos deixará.
Enfim, o Ronaldo está certíssimo, a nossa torcida é a maior do Brasil, em tamanho e qualidade.
A Copa do Brasil em ritmo farroupilha
Posted by Luiz Henrique Lou Mello in Futebol e política on July 2, 2009
Todos nós vimos o nosso time sagrar-se campeão pela terceira vez dessa copa inventada para aumentar a arrecadação geral. Com ela, todos os anos, há dois novos campeões nacionais, pois o outro surgirá do outro campeonato, o brasileiro. Não sei como ainda não inventaram a $uper copa, um torneio entre os semifinalistas das duas, ou os quatro melhores colocados de cada disputa nacional, oito equipes. Para isso, bastaria encurtar um pouco mais os campeonatos regionais e o próprio brasileiro e fazer sobrar uns quinze dias para esse super torneio que apontaria o $uper campeão nacional. Legal né?
O que poucos notaram, é que a torcida do derrotado time gaúcho cantou o hino do estado farroupilha com muito maior fervor do que cantariam o Ouviram do Ipiranga, aquela coisa de paulistas. Se não me engano, essa atitude subjaz à disputa desse campeonato vagabundo e chega a ser assustador, pois faz alusão aos velhos anseios separatistas dos povos dos estados do sul. Vale lembrar que uma revolução com esse fim teve lugar no século passado e só não deu certo porque nosso estado, ao invés de se unir ao resto do país, resolveu viver sozinho, afinal é melhor viver só do que mal acompanhado, mas teve apoio imediato do Mato Grosso, que somava os dois matos em um só, na época. Sem falar na indecisão do Paraná, sem saber se continuava campesino com os farroupilhas, de bombacha e chimarrão, ou aderia ao progressista desenvolvimento agro industrial, na era do automóvel e do telefone ao lado dos paulistas esnobes e engravatados. Em poucas palavras, se isso fosse adiante, hoje nós teríamos três brasis. o Brasil do norte, certamente sob regime comunista liderado com mão (ou quase) de ferro de um Lula qualquer, o do sul, bem mais à direita, igualmente totalitarista, liderado por uma primeira ministra qualquer e um país desenvolvido no centro, pertencente ao grupo dos oito e detentor de bombas atômicas afim de manter sulistas e nortistas distantes.
Sem falar no espetáculo grotesco protagonizado por um dos argentinos participantes do jogo, um pequenino jogador de pernas tortas, correndo atrás do maior jogador, dentre os corinthianos, como se quisesse socá-lo. A coisa só não teve proporções funestas devido ao bom senso do mosqueteiro, que se limitou a esquivar-se daquela situação, rindo do ridículo imigrante do cone sul. Para piorar, o cara declarou ter feito aquilo como uma tentativa de não ser expulso sozinho. Eu também o teria chamado de gringo ridículo.
O ponto final foi dado por um comentarista de arbitragens de uma das redes presentes ao jogo, anti corinthiano confesso, que chamou nosso goleiro de filho da p… por ter feito cera no final do jogo. O pessoal da turma do deixa disso está tentando salvá-lo, tentando demonstrar que ele estava dizendo para o FDP ficar lá no chão e deixar o tempo passar. O problema é que, ao invés de nós ficarmos com raiva dele, os gaúchos é que deverão assumir essa bronca. Se bem que o prejuízo seria mesmo menos, pois somos infinitamente mais do que eles.
Quanto ao jogo, nada de anormal, estava fácil e se continuássemos no ritmo do primeiro tempo, havia risco dos farrapos levarem uma inesquecível goleada. Então o filho dos pampas, que dirige nosso time, tratou de amenizar pedindo para o time tocar a bola e trocou atacantes por volantes e beques no segundo tempo. Dessa forma, presenteou a turma do mate e da bombinha com um digníssimo empate.
Para fechar com chave de ouro, fomos agradecer ao chefe lá em Brasília pelos presentes e apadrinhamentos. Se nosso destino fosse outro, eles teriam feito a mesma coisa lá nas montanhas do Morumbi, fosse o morador outro, óbvio, nem palmeirense, nem amigo de Sarney e Kadafi.
Viva os primeiros campeões do Brasil de 2009!



Cornetagem