No centenário, Lula mostra o caminho ao presidente corinthiano
Posted by Lou Mello in O Capital esportivo on September 1, 2010

Luiz Inácio Lula da Silva foi ao Parque São Jorge na noite desta terça-feira onde foi homenageado e, em seu discurso, falou que tem um pouco de inveja de São Paulo, Cruzeiro, Atlético-PR e Internacional. A presença do presidente na sede do Corinthians foi um dos atos para comemorar os cem anos do clube.
‘”Eu não consigo entender como um clube que tem a torcida que o Santa Cruz tem em Pernambuco, esteja na terceira divisão, na quarta ou quita série. Eu não consigo compreender como um time com a força que tem o Bahia esteja na segunda. Às vezes, eu fico com inveja de clubes que têm as coisas acertadinhas, como o São Paulo. Ou as coisas como o Cruzeiro tinha, ou o Atlético-PR”, disse.
“Não é possível que o Corinthians não tenha 150 mil sócios em São Paulo. Tem que fazer como o Internacional de Porto Alegre, que quase se auto sustenta com associados. Nós precisamos fazer com que a torcida faça parte das finanças do clube. Não podemos ficar só no patrocínio, que só vem quando o time esta bem, e nem só da transmissão da televisão”, continuou.
Será que era a esse projeto que o presidente se referia?

Fonte: Jornal Folha de São Paulo
Semana de Cultura do Centenário
Posted by Lou Mello in Uncategorized on August 31, 2010
Semana de Cultura do Centenário
Posted by Lou Mello in Centenário on August 25, 2010
De 31 de agosto a 04 de setembro no auditório do Museu do Futebol. http://www.semanadocorinthians.com.br/
Encontro com você lá.
Já vai tarde

Taí um cara que, definitivamente, não deixará saudades. Pior, é que não tanto por sua performance estando no cargo de técnico de nossa equipe principal, mas sua acintosa ligação com um empresário nada ético, capaz de levá-lo a atitudes do tipo escalar verdadeiros pangarés em detrimento de outros mais capazes, queimar jogadores de bom potencial, insistir com quem não fazia por onde, adotar sempre a postura pró interesses dos cartolas, claro que não deva ter sido de graça, e nunca as que interessavam ao esporte, ao futebol e aos verdadeiros torcedores corinthianos, que certamente não são sócios de nenhuma torcida profissional.
Como técnico, é do tipo perdedor. Seu animal preferido deve ser a galinha ou o caranguejo, que ciscam para trás ou anda para o lado. Não consegue conceber um time capaz de atacar e defender em bloco, com velocidade, em direção ao gol e formado por jogadores habilidosos. Na seleção, qualquer um pode ser campeão, pois o que decide o resultado de jogos e campeonatos nem sempre está no nível dos técnicos e muito menos dos jogadores. Polvos tem mais peso nesse quesito, ao que parece. O ex-presidente brasileiro da FIFA consolidou o futebol como um mero business, coisa que seu ex-genro segue à risca. Talvez essa designação seja imprópria, pois há muitos praticantes do business nesse mundo que não hajem como eles. O que eles chamam de business parece mais com o que a Máfia sempre fez. Salvo enganos.
De qualquer forma, Deus deve ter ficado cheio dos reclamos corinthianos e, ao contrário do que a maioria pensa (particularmente certo blogueiro imbecil), o divino assiste e intervém no futebol, afinal ele tem um monte de seguidores militando nesse esporte e convém cuidar deles, e assim, atendeu nossas orações e deu um jeito do desnecessário gaúcho cair fora, conquistando-o pelo ego, embora o bom povo gaúcho não mereça esse vexame.
Grande motivo para uma enorme celebração da nação alvi-negra.
Parabéns!

O Próximo Técnico
Posted by Lou Mello in Seleção da CBF on July 3, 2010

Ou a bola da vez, Rei morto Rei posto, sai Dunga e quem virá?
A imprensa e seus velhos clichês, só consegue pensar em velhos nomes e o mais cotado é o velho Scolari. O técnico campeão mundial em 2002, estará com 66 anos em 2014 e, para quem está pensando em renovação, seria um mau começo.
Dunga conseguiu montar um dos grupos mais velhos da história de nossas seleções em Copa, mesmo aposentando algumas figurinhas carimbadas de copas anteriores, como Ronaldo, Ronaldinho e Adriano, por vontade superior, claro. Agora já estão tocando os sinos por renovação e está todo mundo pensando na nova geração do Santos, mais Pato e Hernanes. Mas e o técnico?
Até aqui, estou acertando em minhas previsões sobre a atual Copa, na África do Sul. Neste momento, estão definidos os quatro finalistas que fazem as semifinais nas próximas terça e quarta-feiras, ou seja, Holanda, Uruguai, Alemanha e Espanha, três europeias e uma sul americana. Então, quero lançar mais uma previsão, ou seja, quem acredito será o novo técnico da seleção para 2014.
O fato é que o presidente da CBF, com toda a capacidade de prever o futuro, coisa que lhe é peculiar, adiantou-se a todo mundo, especialmente aos nossos lúcidos e competentes profissionais de imprensa, e tratou de preparar seus prováveis substitutos de Dunga, com bastante antecedência, como se pudesse prever, com clareza, que isso seria imprescindível, mediante a algum tipo de inevitável insucesso do anão gaúcho, da pior era do futebol brasileiro (refiro-me a era Dunga).
Sendo assim, e sabedor da necessidade de convencer principalmente a mídia de São Paulo, o principal polo sustentador do futebol brasileiro, tratou de plantar dois técnicos em times paulistas de ponta, com vistas à seleção para 2014, copa a ser disputada em solo verde e amarelo. São eles os senhores Ricardo Gomes e Mano Menezes, respectivamente, técnicos do São Paulo e do Corinthians. Com isso busca evitar alguns futuros constrangimentos, como ser obrigado a engolir algum sapo não previsto, desses que a imprensa ou o povo teimam em sugerir, de vez em quando e que não estariam alinhados a possíveis interesses de mercado da magna entidade ou, mais propriamente, do pessoal que a dirige.
Pessoalmente, aposto em Ricardo Gomes, que já foi uma tentativa anterior e mal sucedida em uma seleção olímpica que não conseguiu a vaga no pré-olímpico e que, por sinal ou coincidência, contava com as revelações sensacionais do Santos da época, tais como: Robinho, Diego e Elano. Ricardo tem a vantagem de ser carioca, ter dirigido equipes na França por várias temporadas e ser um… ah…sei lá, não me lembro de mais nada que o abone. O outro, o Mano, não faço a menor ideia por que sua alteza do futebol tupiniquim teria interesse em ver dirigindo a sua seleçãozinha., a não ser certas tendências de mercado, lógico. Duro é ter de aturá-lo dirigindo meu time, cheio de maracutaias envolvendo negócios e interesses de seu empresário, que não devem sair de graça, em detrimento de…bem todo mundo já sabe. Salvo enganos, próprios de situações geradas por nada mais além de meras conjecturas de um observador experiente.
É isso, Ricardo Gomes é a minha aposta. Espero, sinceramente, estar completamente errado e continuarei rezando, embora prefira mais o termo orar (meus colegas pastores não me perdoariam se não fizesse tal ressalva), para alguém de bom senso convencer o patriarca da CBF a contratar, custe o que custar, o Guus Ridcick, que deveria estar no Corinthians, antes de qualquer coisa.

Acredito em conspiração
Posted by Lou Mello in Futebor é busines on July 1, 2010
Tinha quinze anos em 1966 e me dei conta, pela primeira vez ,que Copas mundiais de futebol não eram sérias. Na Copa anterior, no Chile, os brasileiros precisaram usar de alguns chamados subterfúgios para evitar perder um Campeonato que estava praticamente ganho, mas isso não me fez pensar em manipulação, mesmo porque, aos onze anos, não tinha a malícia necessária a certas percepções. Foi a Copa da Inglaterra que fez o serviço sujo, pois foi roubada em favor dos anfitriões de fio a pavio. Para o Brasil não azedar a festa, corromperam nossa seleção na etapa preparatória, e todos nós presenciamos todos os tipos de desmandos, decisões e atitudes inexplicáveis que só se tornaram explicáveis com o fiasco de nosso time naquela maldita Copa. Mas o privilégio não foi nosso, Argentina, Alemanha, Portugal e muitos outros times foram prejudicados em favor da seleção do tal Reino Unido que nunca foi tão unido assim.
A partir daí, percebi algumas coincidências interessantes, por exemplo, o mundo de futebol divide-se entre Europa e América. A única seleção nacional a vencer fora de seu lado continental foi a nossa, na Suécia em 1958. Provavelmente, ninguém havia pensado nessa possibilidade até aquela disputa. Uruguai venceu duas vezes, uma em casa e a outra no Brasil. Alemanha venceu na Suíça e a Itália venceu em casa e na França. A Copa de 1958 era favas contadas em favor da França com seu time fabuloso capitaneado por La Fontaine, mas que morreu na praia sendo goleado, na semifinal, por nossa seleção, com Pelé, Garrincha e Cia. Na final, batemos a dona da casa a Suécia. Desde então, isso nunca mais aconteceu, e a cada Copa, uma lá e outra cá, seleções do continente anfitrião venceram. Coincidência? Me engana que eu gosto.
Sabe, há um detalhe nessa história que vem desde 1958, ou seja, a presença de um senhor chamado João Havelange no palco dos acontecimentos. Segundo o jornalista Andrews Jennings, os maiores mafiosos do futebol mundial são: Josef Blatter e João Havelange que junto com o falecido Samaranch, que presidiu o Comitê Olímpico Internacional trocentos anos, dominavam o cenário esportivo mundial, por décadas. Talvez você me diga que Havelange não está na FIFA há tempos, mas a verdade é que ele, apesar da idade, tem presença importante, tanto na Federação Internacional quanto na CBF na pessoa de seu ex-genro o senhor Ricardo Teixeira. Como diria um antigo repórter esportivo, o conhecido jornalista Juares Soares, onde Havelange está, é ele quem manda, independentemente de cargos ou mandatos.
Esses senhores citados cunharam a frase: Futebol é business, hoje repetida por todos os mafiosos da bola Jabulani, inclusive no Parque São Jorge, como você e eu estamos carecas de saber. Isso explica, em parte, suas escolhas. Uma Copa do Mundo não passa de um grande circo, armado para trocar seu show em algum lugar por muito dinheiro.
Na presente Copa, que está acontecendo no continente africano, como brasileiro gostaria muito de ver nossa seleção campeã, pela sexta vez, apesar de ser dirigida pelo medroso e covarde (em termos de bola, pelo menos) Dunga, que a semelhança de Mano Menezes, provável próximo técnico da seleção, é adepto do tal futebol de resultados, segundo o ex-Jogador Zico a pior herança deixada pela tal grande equipe de 1982 que jogou bonito mas não levou. Entretanto, com a razão, não acredito que tal venha a suceder. Se eu fosse um capo da FIFA feito Joseph Blatter ordenaria que vencesse essa Copa qualquer seleção, sem importar o continente de origem, menos o Brasil, pois ao Brasil está reservada a vitória na Copa de 2014 que deverá acontecer em nosso país e continente. Não me surpreenderia se Blatter , que é europeu, fosse ainda mais longe, destinando a Copa atual à seleção alemã, afim de colocar duas seleções europeias (Alemanha e Itália) com quatro conquistas, evitando que o Brasil se distanciasse muito em termos de conquistas mundiais. Para os europeus, é bom pensar em futebol em termos de business, mas eles nunca abandonaram pressupostos nazistas e fascistas de supremacia racial, coincidentemente, os selecionados europeus que mais conquistaram copas mundiais, salvo engano.
Talvez esse tipo de europeu nos considere como a raça a ser superada, se bem que seria muito mais fácil nos imitar, mas isso a soberba europeia não toleraria. Diria que os superamos com nossa malemolência para não dizer malandragem, muito mais eficaz que o nazismo e o fascismo juntos, ao menos em termos de futebol.
Espero não acertar nessas minhas profecias, mas temo que elas acabem prevalecendo e não me surprenenderia se fosse ainda hoje (dia do jogo de quartas de final contra a europeia Holanda), embora o cenário ideal para nos defenestrarem seria na final da copa ou, na pior das hipóteses, na semifinal, pois isso faria os brasileiros turistas permaneceriam mais tempo gastando seu suado dinheirinho em terras africanas. Bom saber que, pelo meons nesse quesito, já somos mais respeitados lá fora.
OPS: Publicado originalmente no blog A Gruta.
Se for fazer circo, faça o melhor que puder
Posted by Lou Mello in Seleção da CBF on June 26, 2010

Difícil não falar em futebol em dias de Copa do Mundo. Bem que tentei, mas não resisti. Vamos lá.
Os argentinos também sucumbiram às investidas dos ditadores do mercado que anexou seu futebol, assim como fizeram com o nosso e com o resto, onde quer que seja praticado profissionalmente. Mas estão sendo mais inteligentes do que os nossos dirigentes futebolísticos tupiniquins. Se preferir, poderíamos dizer que los hermanos armaram melhor o circo futebolístico deles. Veja bem: Colocaram o ex-jogador e ídolo maior do povo o polêmico Maradona como técnico principal de sua seleção. Claro que trataram de colocar, com ele, mais alguns técnicos (dois se não me engano) para dar-lhe suporte e evitar suas costumeiras excentricidades. Obviamente, Maradona é um quase inocente útil, pois é muito difícil que os dirigentes lhe contem a história toda. Entretanto, o povo argentino ficou enfeitiçado quando viu seu maior ídolo na farda de técnico da seleção nacional. Por seu lado, Dom Diego (como é chamado por lá) tratou de convocar os jogadores mais queridos pela nação para compor o grupo. Soma-se a isso a capacidade de encantar com muito carinho, até mesmo com muitos abraços e beijos, embora soe meio gay, mostra-se altamente eficaz e necessário e Dom Diego não economiza nessas práticas. Além disso, os jogadores dedicam-lhe o mais elevado respeito e credibilidade em termos de futebol. O resultado é um time ganhador e o povo em lua de mel com sua seleção nacional.
Do nosso lado, como sempre, nossos dirigentes futebolísticos, tanto quanto nossos políticos, insistem em contrapor-se ao povo, particularmente em agredir os meios de comunicação, em particular determinados jornalistas que, demagogicamente, tornem-se repetitivos em traduzir a vontade popular. Se mirassem o exemplo de nossos vizinhos guapos, colocariam Zico na direção de nossa seleção (Pelé nunca mostrou interesse ou a coragem necessária para tal função, embora tenha demonstrado ciúmes de Maradona, recentemente). Esses dias, vimos a comunidade japonesa agradecendo a Zico pela performance atual da seleção deles. Certamente, Zico convocaria os jogadores certos, a seleção jogaria da maneira certa, ou seja, em busca do gol e, consequentemente, das vitórias e o povo estaria por aí se locupletando em loquacidades frívolas, como carnaval, cerveja e … bem, você sabe.
Afinal, que graça há em ser capitalista neoliberal e não desfrutar do que isso possa ter de melhor? Talvez por isso, a igreja funcione nos Estados Unidos.
Nas próximas eleições (presidente, senador, governados e deputados) poderíamos escolher o próximo técnico da seleção nacional de futebol. Que tal?

Dunga Lazaroni
Posted by Lou Mello in Seleção da CBF on June 25, 2010

Outro dia, durante a transmissão de um dos jogos da Copa, nos estúdios da Globo estava Sebastião Lazaroni. Os mais novos talvez não saibam quem seja esse senhor, mas é simples, ele é um técnico de futebol, hoje esquecido, como muitos outros. Em seu currículo está o fato de ter dirigido a seleção da CBF durante a Copa de 1990, na Itália, quando ela foi desclassificada nas oitavas de final, pela Argentina.
Na época, havia muitos outros técnicos mais indicados para dirigir a seleção, mas Lazaroni foi o escolhido, inexplicavelmente. Não era um novato como Dunga, nessa arte. Havia conquistado campeonatos regionais, dirigindo o Vasco da Gama. Mas a tarefa de ganhar uma Copa do Mundo estava muito além de sua capacidade, como se deu. Após a Copa, trabalhou algum tempo na Itália, dirigindo um clube por lá, mas logo foi demitido.
Segundo Consta, Dunga já teria um emprego garantido na Europa para trabalhar após a Copa. Será que ele foi plantado na seleção para perder, como fizeram com Lazaroni e outros antes dele? A fórmula já funcionou muitas vezes (1950, 1954, 1966, 1974, 1978, 1982, 1986). Afinal, o Brasil, um país subdesenvolvido não pode ganhar todas. Com que cara ficariam os poderosos europeus e seu auspicioso mercado futebolístico? Talvez a Copa de 1950 estivesse destinada ao Brasil, por ter sido disputada aqui, mas a incompetência de nossos dirigentes entregou a taça ao Uruguai de mão beijada. Muito provável que pretendam reparar esse erro em 2014, o que nos tira da disputa da atual, creiam.
É possível que daqui há vinte anos, Dunga esteja comentando a Copa dos estúdios de uma TV qualquer, como um convidado exótico e por um cachê ridículo, sem que os mais jovens saibam de quem se trata. Se não me engano, esse pode ser o script escrito para ele representar nos atos do futebol brasileiro. Se fosse sério, dezenas de técnicos poderiam estar no lugar dele, com muito mais experiência.
Cresce por aí a notícia de que o atual técnico do Corinthians assumirá o cargo, assim que o Brasil espirrar, mas em 2014, Scolari estará à frente da equipe brasileira. Vamos esperar para ver. Cobrem-me.

Técnicos incompetentes
Posted by Lou Mello in incompetências on June 16, 2010

Como todo técnico de seleção brasileira que se preze, ainda por cima gaúcho macho chê, Dunga não faz a menor ideia das razões de seu time ter jogado mal. Zagalo, até hoje, não sabe porque ou como a seleção que ele dirigia perdeu para a Holanda e Polônia em 1974. Dunga declarou que sua melhor estratégia de jogo é a coerência, espero que não seja a coerência em fazer sempre tudo errado.
Depois da convocação pífia, agora veio a escalação equivocada. O jogo era contra a Coréia do Norte, uma seleção sem tradição e sobretudo sem qualquer atributo capaz de ameaçar qualquer time que saiba jogar bola. Mas Dunga estava com medo, afinal saiu jogando com três volantes e trocou seis por meia dúzia no segundo tempo. Na concepção dos treinadores brasileiros e gaúchos (como é o caso de Mano, Scolari, Roth, Cuca, etc.) e os bons cidadãos gaúchos não tem culpa disso, encher o time de volantes o faz menos vulnerável. Engraçado é que já estamos carecas de saber que isso não é verdade. No caso do jogo contra a Coréia, Dunga tratou de defender o resultado obtido e embora tenha colocado um atacante no lugar de um meia, lodo depois, colocou dois novos volantes em campo e, pior, um deles é lateral direito de ofício. Depois mentiu na entrevista coletiva declarando que desejava aumentar o saldo de gols. Ele estava com medo de perder, mas ao tentar defender o resultado, permitiu à Coréia do Norte fazer um gol. Isso aconteceu porque tirou Kaka do campo e permitiu ao adversário liberar os dois marcadores que estavam designados para marcar o jogador e acreditar que podiam se arvorar no ataque. Bastou um lançamento longo e a grande defesa brasileira tomou o gol, como sempre acontece, aliás.
Treinadores brasileiros são fracos e não há exceção a essa regra. Eles são despreparados para a função Geralmente são ex-jogadores e acreditam que sua experiência como tal os habilite para a função. Ledo engano, já que o trabalho de um técnico é muito diferente em relação a de jogador, embora tratem do mesmo tema. Desconhecem a teoria do jogo e não buscam estudar, ainda que fosse de forma auto-didática. Ler nem pensar, mesmo que fosse um gibi ou uma apostila. Repetem os mesmos erros cometidos por seus colegas que os antecederam expondo seu mais completo desconhecimento da história do futebol , seja local, nacional ou internacional. O resultado é a repetição de velhas manias e equívocos, ao longo de muitos anos.
No jogo contra a Coréia do Norte, nosso time poderia ter jogado feito uma seleção brasileira, sem medo, afinal somos infinitamente mais capazes nesse jogo do que o adversário. Bastava um único volante à frente da linha de quatro zagueiros (não é preciso mais do que dois defensores para marcar um único atacante e grosso), dois meias (Kaka e Robinho, considerando o que tínhamos à disposição) e três atacantes (Grafite, Nilmar e Luís Fabiano). Teríamos enchido o balaio da Coréia comunista de gols. Nem a tal ansiedade do primeiro jogo existiria, já que os jogadores estariam confiantes com um time vencedor. O futebol brasileiro não se organiza em táticas detalhadas mas na habilidade dos jogadores, portanto, se faz necessário um técnico que saiba escalar o time, no mínimo. Treinadores gaúchos e seus imitadores não gostam de atacantes e meias habilidosos, alegando que eles marcam mal. Quando você tem um time que faz gols, a importância dos gols tomados torna-se irrelevante, pelo menos enquanto o vencedor for quem faz mais gols em um jogo.
No jogo de ontem, mais uma vez, Dunga reclamou pelo fato do adversário jogar fechado na defesa. Na minha ótica, nem foi tanto assim, mas isso deixa claro a incompetência do mancebo. O adversário tem total direito de jogar fechado na defesa a espera de lograr um contra ataque mortal. Só para ilustrar meu ponto, Pelé e Coutinho descobriram e deixaram registrado o meio mais eficaz de entrar em uma defesa fechada, a tabelinha, que consistia em uma troca de passes rápida, de primeira em direção ao gol, pelo meio da defesa adversária. Garrincha e dezenas de pontas fantásticos furavam retrancas entortando os Joãos bobos adversários pelas laterais do campo e os técnicos continuam sem saber como resolver o problema. Preferiram imitar os europeus que eliminaram os pontas, simplesmente porque não os possuíam. Meu técnico lá no União da Vila Santa Catarina, um pedreiro, sabia disso.

A verde amarela não é brasileira
Posted by Lou Mello in Estratégias Brasilianas on May 16, 2010
Se a definição de seleção brasileira fosse: “uma equipe formada pelos melhores jogadores brasileiros”, a seleção da CBF dirigida pelo anão Dunga não teria a menor chance desse privilégio, salvo uma ou duas exceções.
Um ladrão que não faz outra coisa a não ser roubar, é um cara coerente. Um juiz cem por cento corrupto, coerentemente só emite decisões corruptas. Portanto, a desculpa da coerência não cola.
Dentro de nossa proposta estritamente corinthiana, tal tema soa fora do compasso. Entretanto, ainda que nos espante, a questão seleção da CBF tem tudo a ver com o Corinthians. Se a seleção fosse, de fato, a brasileira, seria resultado de um processo tranqüilo e democrático, não desses fajutados com urnas eletrônicas ou pesquisas de opinião instrumentalizadas, mas na simplicidade de um técnico competente e simpaticão, capaz de observar os melhores jogadores, livre de interesses financeiros de quaisquer origem e sensível à perspicácia popular, muito mais antenada ao momento dos jogadores.
Os times da seleção da CBF, como o nosso atual Corinthians, não obedecem aos critérios naturais da simplicidade e do bom senso comum. Na verdade, resumem a seleção de um emaranhado de interesses. Em última análise, o recado da seleção de Dunga aos jogadores que atuam no Brasil é: Vá jogar na Europa e serás um dos nossos. Os três convocados que atuam no futebol doméstico são repatriados com passagem larga no futebol do velho mundo. A minha leitura, completamente conjectural, é que nosso futebol está completamente vendido aos interesses europeus. Nenhum dos atores ligados a essa praça futebolística merece confiança, nem o evangélico Kaka. A grana a receber fala alto demais e eles não tem como optar por Deus e muito menos pela pátria.
No caso do Corinthians, não se sabe como, dinheiro de origem desconhecida ( e aí pode ser até originário de substâncias em pasta, pó, pedra ou comprimidos ) dá o tom e determina as escolhas da comissão técnica e seu técnico sem a competência ideal para as nossas tradições e muito menos simpatia. Trocando em miudos, alguém poderia estar lavando grana de origem duvidosa no Parque São Jorge. Só isso explicaria jogar tanto dinheiro fora em jogadores que não jogariam nem no meu velho União da Vila Santa Catarina, onde jogávamos motivados só por amor ao futebol e ao nosso bairro.
Aquele bla, bla, bla gaúcho dos dois técnicos não tem nada a ver com os verdadeiros motivos que determinam suas escolhas. Se eu fosse gaúcho, essa seria uma vergonha a mais para carregar, não bastasse a vergonha de ser brasileiro, nesse momento, com um presidente beócio fazendo todo tipo de cagadas mundo a fora, aliás, nos deve uma severa explicação em relação ao filho membro da comissão técnica corinthiana, já que tirar vantagem do cargo constitui crime eleitoral, os horrores protagonizados pela falta de segurança, saúde e educação e o fato de termos virado chacota mundial com a convocação paradoxal de Dunga.
Macaco Velho, estou mais do que escaldado para saber onde isso vai dar, ou seja, o Brasil não vai à África disputar a Copa do Mundo e sim, participar apenas. Da mesma forma, e não me pergunte como, quando o presidente corinthiano concordou em desmanchar a boa equipe que venceu a Copa do Brasil em 2009, já sabia que não teria qualquer chance na Libertadores 2010, a menos que fosse um aloprado interno do Juqueri. Salvo enganos.






Cornetagem